Gamelyst e Vulpi são premiadas no Demoday do Lemonade


A Faculdade Milton Campos recebeu uma festa da cultura de tecnologia nesta semana: foi o Demoday da segunda turma do Lemonade – o encerramento do programa de pré-aceleração da Fundepar. As 15 startups selecionadas para a segunda etapa do programa se apresentaram no salão principal e sete delas foram convidadas ao palco do evento para um pitch – uma apresentação do negócio para potenciais investidores.

Duas startups foram as grandes vencedoras da noite, recebendo um cheque no valor de R$ 40 mil reais e aceleração pela Techmall durante um ano: a Vulpi, uma plataforma para contratação de profissionais na área de TI; e a Gamelyst, que pretende se tornar a Netflix dos jogos – e é uma das empresas que acompanhamos no Observatório de Startups do Big Ideia.

A grande surpresa da noite foi que mais startups serão aceleradas no Techmall durante um ano: aCapta Money; matchmaker para investimentos de longo prazo, Allugator; plataforma para locação de produtos e NextAgro; controle e monitoramento para sistemas do agronegócio. E por fim, duas startups do programa que são aceleradoras foram convidadas para trabalhar em parceria com a Techmall: a Playbor, da área de jogos digitais; e a Vytre, de moda.

“Esse programa é uma grande oportunidade para o jovem que está com uma ideia na cabeça e quer transformar ela em produto. Muitas vezes, o pessoal tem um lado empreendedor mas não entende de negócios. O Lemonade é um programa que ajuda o pessoal a pensar fora da caixa”, explicou Leonardo Dias, subsecretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior.

Entre os outros premiados da noite, se destacaram a Malalaia, startups de segurança feminina capitaneada por Priscila Gama – que foi premiada como empreendedora 'sangue nos olhos', graças a sua dedicação e entusiasmo. Já a equipe do Communitor, tecnologia para automação no monitoramento do mosquito Aedes Aegypti, ganhou o troféu de equipe 'faca nos dentes', por aproveitar ao máximo o programa.

Mais de 120 ideias foram submetidas ao Lemonade e 31 startups entraram no programa. 15 delas passaram para segunda etapa e participaram do Demoday.

Estado é referência em inovação

Quem acompanhou com atenção as apresentações do Lemonade foi o Secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais, Miguel Corrêa Júnior. Ele falou sobre o papel do governo estadual no já maduro ecossistema de startups de Minas Gerais: “Essa é uma proposta econômica do estado. Não só a mineração e agricultura que são bases econômicas importantes para o estado, mas a inovação também deve ser”, afirmou.

Segundo ele, o protagonismo do sucesso de Minas Gerais é dos próprios empreendedores – o governo do estado apoia e incentiva com programas e infraestrutura para que essas iniciativas se desenvolvam. “O governo é um articulador desse ecossistema, um fomentador e sem dúvida alguma um financiador, mas não queremos ocupar o espaço da iniciativa privada. Ao contrário, queremos fortalecê-los”, explicou, acrescentando que o resultado disso é bom para todos: “Gera emprego para a população, riqueza aos empreendedores e também ao estado, em impostos. A máquina pública está cansada do empreguismo público e é hora de gerar novos empregos na iniciativa privada”, completou.

Apenas durante as oito semanas de pré-aceleração no Lemonade foram R$ 700 mil reais de faturamento das equipes participantes, uma marca histórica no programa, que terá mais três edições no estado neste ano: duas no interior e uma terceira na capital.

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