Loggi, a Uber do motofrete, chega em Belo Horizonte com força total


Enquanto muitos consideram a infraestrutura e logística do Brasil como uma séria fraqueza do país, Fabien Mendez enxergou nisto um mercado. O francês trabalhava em um banco de investimentos em São Paulo e foi fisgado por uma ideia quando andava pelas ruas da cidade. "Eu estava caminhando na Avenida 9 de Julho, em São Paulo, e notei muitos motoboys passando por ali, um a cada 2 minutos, no mínimo. Foi ai que tive a ideia da Loggi", contou ele, hoje CEO da startup que estreou suas atividades em Belo Horizonte no mês passado.

"O Brasil é um dos maiores mercados no motofrete. São 200 mil motoboys apenas em São Paulo. E a profissão surgiu de forma natural, para atender uma demanda. O país é muito burocrático - para resolver tudo é preciso ir e voltar no cartório. E o trânsito nas grandes cidades não é veloz. Em São Paulo, a velocidade média é de 18 km/h", explicou Fabien, mostrando que muito mais que um 'ideia genial', sua startup é fundada sobre dados e informações relevantes do mercado. "Não existe uma escola para empreender. A melhor forma de aprender e empreendendo", acrescentou.

A Loggi foi criada como uma plataforma para conectar motoboys e seus clientes, usando um aplicativo de celular. É semelhante à Uber em sua mecânica, mas soluciona um mercado totalmente diferente, melhorando as relações entre as duas partes envolvidas neste serviço. "Hoje existem muitos parceiros nossos que fazem entre R$ 4 mil e R$ 5 mil por mês", comentou Fabien, orgulhoso. "Geramos um círculo virtuoso, com clientes satisfeitos com o serviço e motoboys felizes, trabalhando como autônomos e sendo devidamente remunerados", completou.

Hoje, a Loggi é um sucesso, com mais de 120 funcionários e 300 mil entregas por mês. A empresa chegou há três semanas em Belo Horizonte, após ser bem sucedida em São Paulo e no Rio. "E uma coisa bem legal aqui em BH é que a adoção ao sistema foi muito rápida, foi a melhor cidade até agora. Nós já temos mais de 100 mensageiros cadastrados, todos devidamente regulamentados", disse Marcelo Britto, gerente regional da Loggi. "Estamos com uma equipe de sete pessoas em um escritório na Savassi. Parte deles ajuda no cadastro e treinamento de novos mensageiros e outros fazem parte do comercial, entrando em contado com empresas", explicou Marcelo.

Segundo ele, um ponto positivo da cidade é que a legislação que regulamenta a profissão de motoboy foi bem aceita pela categoria na capital mineira. "A lei pegou bem por aqui", afirmou Marcelo, acrescentando que em outras cidades como o Rio e São Paulo, boa parte dos motoboys não seguia a regulamentação.

Para se cadastrar na Loggi, um motoboy precisa cumprir com uma série de requisitos, mas os três mais importantes são uma CNH especial para motofrete, a licença fornecida pela prefeitura local e uma empresa aberta, um CNPJ. O próprio sistema fiscaliza documentos e prazos, informando aos colaboradores quando algo está perto do vencimento. "Escolhemos trabalhar apenas com pessoas regulamentadas. A regularização é boa para a qualidade do parceiro, certifica que ele tem tudo necessário para fazer o serviço corretamente", pontuou Fabien.

Em expansão, a Loggi mira novas capitais do país nos próximos meses, além de planejar uma expansão futura para o interior do país. Para conhecer mais sobre a Loggi, acesse o site oficial.

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