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Memórias de um holocausto à brasileira
Da prisão da mente à vida nos corredores

Equipe aguarda liberação de recursos

Município e estado criaram um grupo de trabalho para discutir a desinstitucionalização dos últimos pacientes do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena

Renan Damasceno

 

Gladyston Rodrigues/EM/D.A. Press

Barbacena – Uma década e meia depois da aprovação da Lei Paulo Delgado, município e estado criaram um grupo de trabalho para discutir a desinstitucionalização dos últimos pacientes. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o grupo composto por representantes da saúde e assistência social dos dois níveis de governo e representantes do CHPB definiu a contratação de uma equipe técnica para estudar a situação dos 146 pacientes, caso a caso. Segundo a direção do hospital, esta equipe, que tem custo mensal de R$ 38 mil, deve definir este estudo até agosto do ano que vem.

O grupo também está articulando recursos no Ministério da Saúde para a criação de serviços substitutivos em Barbacena, como a montagem de novas residências terapêuticas. A oferta de imóveis capacitados para ser transformados em residências também é um entrave para a desinstitucionalização total do CHPB. “Queremos destravar esse processo de desinstitucionalização”, afirma Jorge Nahas, presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). “O encargo que estamos tendo hoje com esses pacientes, estamos disposto a tê-los mesmo que estiver na residência terapêutica. Isso a Fhemig pode prometer”, afirma Nahas.

 

SITUAÇÃO EM MINAS

Ainda segundo a Secretaria Estadual de Saúde, após a retirada de todos os pacientes moradores, os leitos que hoje são ocupados por eles serão fechados para evitar qualquer possibilidade de novas internações. Também está em discussão qual será o futuro do espaço onde hoje funciona o hospital. Nas cinco unidades do Complexo da Fhemig, trabalham cerca de 500 funcionários, ampla maioria concursados do estado.

Jorge Nahas não descarta que parte desses funcionários possam auxiliar nas residências terapêuticas, respeitando as especificidades da função de cada um.

 

 

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, Minas Gerais tem hoje 209 pacientes internado há mais de um ano em seis cidades mineiras. A meta para a desinstitucionalização de todas as cidades, segundo a secretaria, é a mesma de Barbacena, onde se concentra 3/4 desses pacientes: dezembro de 2018. Procurado pela reportagem para saber sobre liberação de verbas ou valor aprovisionado para a saída dos últimos pacientes do Hospital de Barbacena, o Ministério da Saúde não respondeu até o fechamento da edição.