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Aeroportos da Pampulha e Carlos Prates podem ser privatizados

Pampulha e Carlos Prates, em BH, estão na mira da nova rodada de concessões em estudo pelo governo federal

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postado em 09/08/2017 06:00 / atualizado em 09/08/2017 08:25

Isabella Souto /Estado de Minas

Leandro Couri/EM/D.A Press - 22/6/16 e Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press - 22/6/12

Depois de envolvido em polêmica sobre um possível retorno de operação de aviões de grande porte, o Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte agora pode ser privatizado.

Durante audiência na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado (CI) na manhã dessa terça-feira (8), o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, anunciou que o governo estuda a concessão de um bloco de aeroportos.

Além do terminal da Pampulha, estão no pacote o Carlos Prates, em BH, o Santos Dumont e Macaé, no Rio de Janeiro, e o de Vitória, no Espírito Santo. Haverá um bloco no Nordeste, composto por Recife, Maceió, João Pessoa, São Luís, Teresina, Aracaju, Petrolina e Juazeiro, e um no Centro-oeste, com Cuiabá, Sinop, Barra do Garça e Alta Floresta, todos em Mato Grosso.

Em março, o governo já havia leiloado os aeroportos de Fortaleza (CE), Salvador (BA), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) por R$ 3,72 bilhões em todo o período da concessão, cerca de 23% acima do valor esperado, de R$ 3,014 bilhões.

“A primeira e a segunda rodada de concessões tiraram da Infraero o filé. A perspectiva a partir de agora é fazer concessões em bloco: aeroportos superavitários com deficitários. Para quem levar o filé levar o osso também”, afirmou o ministro.

Há uma década, o Aeroporto Carlos Drummond de Andrade – mais conhecido como da Pampulha – está no meio do furacão em torno de discussões sobre o transporte aéreo na capital mineira. Tudo começou em março de 2005, quando voos de longa distância foram transferidos para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana.

O terminal localizado na região da Pampulha passou então a operar apenas com modelos de menor porte, para aviação executiva e regional, além de serviços de táxi-aéreo.

Em maio deste ano, a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) chegou a aprovar a liberação de voos de grande porte na Pampulha, durante reunião da diretoria colegiada.

Na ocasião, quatro dos cinco diretores aprovaram a medida. No entanto, pouco mais de uma semana depois, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil baixou a Portaria 376/17, que determinou que a operação dos serviços aéreos ficaria limitada a rotas regionais, preservando o modelo atual de operação.

Na ocasião, o prefeito Alexandre Kalil (PHS) reclamou da “canetada” que teria sido determinada pelo secretário-geral da Presidência, Moreira Franco, e disse que continuaria lutando para que os grandes aviões voltassem a operar no terminal da capital mineira.

Nessa terça-feira (8), Kalil comemorou a decisão do governo de privatizar a Pampulha. “Acho até melhor que o aeroporto passe para a iniciativa privada”, afirmou por meio de sua assessoria de imprensa.

‘Mutirão de privatizações’ O ministro Maurício Quintella negou, no entanto, que a União tenha planos de privatizar a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Mas admitiu que há a possibilidade de abrir parte do capital da empresa, que acumula prejuízos bilionários.

“Vai possibilitar a melhora da gestão e troca de tecnologia. Se ficar decidido vender mais de 50%, a Infraero terá maior flexibilidade para suas compras. Estamos dando à Infraero condições de ser uma empresa sustentável”, justificou.

Ao ser questionado pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) sobre um “mutirão de privatizações” adotado pelo governo federal para minimizar a crise, Quintella afirmou que os primeiros lotes de concessão de aeroportos foram lançados na gestão de Dilma Rousseff (PT).

Em relação à abertura do capital da empresa, o ministro ponderou que a questão será decidida nas próximas reuniões do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). A primeira delas acontecerá no próximo dia 23. Também está em pauta a criação de uma nova estatal para ficar com os ativos da Infraero ligados à área de navegação e que se chamaria Nav Brasil. (Com agências)

Memória

 

Quase 90 anos

Arquivo/ EM

Inaugurado em 1930, o Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, o aeroporto da Pampulha, chegou a ser o sétimo terminal aéreo mais movimentado do país.

O recorde de passageiros foi batido em 2004, um ano antes do início da transferência de voos para o aeroporto de Confins, quando quase 3,2 milhões de pessoas passaram pelos seus portões, entre 76 mil chegadas e partidas.

O terminal tem aproximadamente 2 milhões de metros quadrados e capacidade para atender a até 2,2 milhões de viajantes/ano.

Atualmente, o terminal da Pampulha tem alguns voos regulares ligando Belo Horizonte a cidades do interior de Minas e estados vizinhos. Porém, a maior parte das operações está na aviação geral, incluindo a aviação executiva, que representa mais de 70% de todo o movimento de aeronaves do aeroporto.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Alexandre
Alexandre - 09 de Agosto às 12:54
Acho que seria muito melhor transferir os aeroclubes do Carlos Prates para a Pampulha e transformar sua área em um parque para uso pela população. Dá ocupação para o da Pampulha e cria um novo polo de lazer na cidade. Aeroporto não falta para BH, Confins cumpre bem o papel de aviação geral.
 
TULIO
TULIO - 09 de Agosto às 11:21
Isso mesmo, o aecio solto, junto com seus comparsas e sua mana presidiaria de mentira, vendem tudo mesmo. Começou com o cachorro babento do fhc, assim, vão seguindo entregando tudo que temos como nação. Viva !!!!
 
José
José - 09 de Agosto às 11:02
LITERALMENTE - - - > vai para a P-R-I-V-A-D-A ! ! !
 
Raimundo
Raimundo - 09 de Agosto às 10:42
Não tem nenhuma informação sobre o Carlos Prates? Gostaria de saber mais sobre ele.
 
Full
Full - 09 de Agosto às 09:01
Seria uma ótima iniciativa, não fosse isso uma proposta dos tucanos de Aecim JBS.