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Teles alertam para impacto negativo do Whatsapp em seus negócios

Aplicativo de texto e voz que utiliza internet e aparelhos celulares para comunicação entre as pessoas personifica a ameaça. Enfrentamento entre o Whatsapp e as operadoras tradicionais tem a regulação como principal foco do embate

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postado em 04/08/2015 20:07 / atualizado em 04/08/2015 21:04

Agência Estado

A chegada de novas tecnologias pode ser um problema para empresas mais tradicionais do setor de telecomunicações. Para a telefonia móvel, uma das maiores ameaças é personificada no aplicativo de texto e voz Whatsapp, que utiliza internet e aparelhos celulares para comunicação entre as pessoas.

O presidente da Telefônica Brasil, Amos Genish, alertou que o aplicativo não tem regras fiscais, jurídicas e regulatórias, reduzindo a possibilidade de monitoramento das mensagens, o que abriria espaço para o uso em atividades ilegais. "O fato de existir uma operadora trabalhando no Brasil sem licença é um problema", disse o executivo, ao apontar que isso pode abrir precedentes para a chegada de outras empresas semelhantes. O impacto na receita ou no tráfego na rede da Telefônica Brasil, entretanto, não pode ser medido até o momento.

"Não vai acontecer nunca uma parceria com o Whatsapp e gostaria que outras operadoras acordassem rápido para não cooperar com uma empresa que vai contra as leis brasileiras", afirmou Amos Genish. A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, tem evitado negociar ofertas ligadas ao Whatsapp por conta de uma questão de princípios, acrescentou. "O fato de trabalharem contra as leis brasileiras é pirataria pura e uma parceria com eles não combina com a nossa lógica", afirmou.

Na mesma linha, o presidente da América Móvil Brasil, José Felix, disse que há um enfrentamento entre Whatsapp e as operadoras tradicionais, por conta da falta de "isonomia regulatória". "Não sou contra, nem a favor, mas me preocupa a falta de equilíbrio", ressaltou.

"É inegável do ponto de vista da receita de SMS e de voz que há um impacto, mas não tenho números para quantificar esse efeito", afirmou o executivo. O presidente da empresa que controla a Claro lembrou ainda que a receita de voz tem se enfraquecido nos últimos tempos, embora não seja possível ver qual parcela disso vem do uso do Whatsapp.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Marcos
Marcos - 05 de Agosto às 15:00
Reserva de mercado. Este é o nome do que eles querem. Como já foi dito abaixo, que se reinventem e tratem de conquistar o cliente. É assim que se faz!
 
Rafael
Rafael - 05 de Agosto às 09:41
ACHO POUCO E ACHOU ÓTIMO!!! VAMOS CAIR NA MESMA SITUAÇÃO DO UBER!!! SE ATRAPALHA O ALTO LUCRO DESSAS EMPRESAS E A BAIXA CONTRIBUIÇÃO DO GOVERNO (QUE É IMPOSSITIVAMENTE EXCESSIVA) ELES CONTRA ATACAM. LIBERDADE DE COMUNICAÇÃO MUNDIAL JÁ!! ESSAS OPERADORAS QUE DEVEM ABAIXAR O LUCRO ALTÍSSIMO, COISA QUE É IMPENSÁVEL POR PARTE DELES. APOIADO WHATSAPP!!!!!
 
Leonardo
Leonardo - 05 de Agosto às 09:13
Chega a ser hilário esse presidente desta sub empresa VIVO reclamar do WhatsApp. Coincidentemente estou neste exato momento tentando falar no call center da VIVO (1058) há exatos 62 minutos. Isso mesmo!!! 1 hora e 2 minutos... Deixei o telefone no viva voz e até agora nada deles me atenderem e chega esse presidente da VIVO falando em "princípios". Ah, não valem nada! Agora já são 63 minutos de espera...
 
Daniel
Daniel - 05 de Agosto às 09:08
Mas que desculpa mais esfarrapada! Ao invés de procurar chifre na cabeça de cavalo, inventando justificativas como essas, porque as empresas de telecomunicação não se unem e cobrem do governo uma melhoria na cobrança de impostos para que as ligações fiquem mais baratas? Aproveite também e melhorem a qualidade dos serviços prestados! Ah.. acabem com a cobrança extra que existe quando o usuário de uma operadora faz ligação para o celular de outra empresa! Cambada de safados! Internet é território livre, eles prejudicam o whatsapp e amanhã teremos outra coisa. Simples assim!
 
Edson
Edson - 05 de Agosto às 09:05
Estes executivos das teles parecem os taxistas desesperados! Os motoristas de taxis, desesperaram com o Uber e agora os executivos das teles, estão se desesperando com o Wathsapp. Ora, querem sobreviver??? Se reinventem!!! Assim como não toleramos mais taxistas mau educados com seu carros imundos e preços altos, não toleramos serviços de telecomunicação deficientes, com taxas para tráfego de voz e SMS os mais altos do planeta!!! Querem faturar? Ofereçam planos de voz, com tarifas verdadeiramente competitivas (fim da tarifa diferenciada para ligações para outras operadoras, e etc)!
 
Ari
Ari - 05 de Agosto às 08:53
Tá vendo, quando a concorrência aperta, eles me vem falar de irregularidade. E quanto ao péssimo prestado? E as cobranças absurdas também não seria ilegal? Só olham o lado deles.
 
LUIZ
LUIZ - 05 de Agosto às 08:48
Que choradeira. Os serviços são ruins, os preços absurdos. Isso é nivelar por baixo ... as operados que se virem para se diferenciar e conquistar os clientes, mantendo os lucros. Se acharem ruim, inviável, que encerrem as operações e deixem espaço para os concorrentes. Ah, o executivo se esqueceu do Skype; tem que proibir também! kkkkkkkk
 
Tiago
Tiago - 05 de Agosto às 08:42
Sabe qual é o grande impacto senhores. é que a vida toda os clientes de telefonia foram tratados como um lixo, e que agora o faturamento das empresas que os senhores controlam está indo de mal a pior, por causa de aplicativos como o watzap, que continue assim e que essas operadoras que oferecem um lixo de serviço e com o maior preço de serviços de telefonia móvel do mundo, assim bem feito para os senhores, que povo acorde e use mesmo esses aplicativos deixando a telefonia móvel de lado, parabéns watzap!
 
Eduardo
Eduardo - 05 de Agosto às 08:40
Uber, Whatsapp... Os incompetentes que cobram caro e prestam péssimos serviços estão cada vez mais preocupados. E isso é só o começo.
 
Bruno
Bruno - 05 de Agosto às 08:11
Prestam um péssimo serviço e ficam ai preocupados com qualquer servico que vem e sao aceitos pela população. Está sendo assim com o UBER e agora com o Whats App. Deveriam procurar forma de melhorar a qualidade e custos dos produtos oferecidos e não teriam com que se preocupar com isso,
 
valmir
valmir - 05 de Agosto às 07:59
consta que carregadores levavam nas costas imensas e pesadíssimas caixas com as mercadorias que eram desembarcadas no porto do Rio de Janeiro, ladeira acima nos morros e elevações abundantes na cidade...quando introduziram as carroças puxadas por cavalos eles se revoltaram com a "modernidade" pq iam perder o ganha pão...o Brasil não muda nunca, sempre na vanguarda do atraso.
 
Hugo
Hugo - 05 de Agosto às 07:28
Falta de competência para administrar a entrada de novas tecnologias.
 
Thiago
Thiago - 05 de Agosto às 07:19
Uber e Whattsapp são apenas os pioneiros dessa revolução monopolista. Aguardem pra ver.. Só está começando, lamento.
 
Wilian
Wilian - 05 de Agosto às 06:59
Interessante. No Brasil há cartel das montadoras e temos os carros mais caros do mundo. Há cartel das operadoras e temos as tarifas mais caras do mundo. Quando chega a concorrência, concordo que desleal principalmente pela tarifa, então vem falar de lei??? Lei neste país só vale quando estão perdendo???
 
Isabel
Isabel - 05 de Agosto às 06:37
Temos os preços de internet e telefonia mai caros do mundos e vem as empresas chorarem? E a qualidade não sabe onde está. Fora que, pagamos caro (e muito caro) para usar 3G/4G, e quem fica com nosso suado dinheirinho?
 
Bruno
Bruno - 04 de Agosto às 22:16
Proibir zap zap, uber.... e por ai vai o caminho de volta as cavernas....
 
Ezio
Ezio - 04 de Agosto às 21:48
Bom como o governo somente olha o lado dos empresários, $abe-se lá porque, espero do fundo do coração que a tecnologia, faça justiça, as teles nunca se importaram com o consumidor, sempre nos trataram mal, formaram seus carteis, monopolizaram regiões e o usuario que se f..., enfim uma boa notícia.
 
Br
Br - 04 de Agosto às 21:39
Os valores cobrados pelas operadoras de telefonia no brasil são um dos mais altos do mundo. Agora os caras vem reclamar de diminuição de receita. SE VIREM!