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Estado de Minas

Tesouro tem déficit primário de R$ 1,915 bilhão em junho

Investimentos têm queda de 36,2% no primeiro semestre. Retração no PAC é de 36%


postado em 30/07/2015 17:37 / atualizado em 30/07/2015 17:57

Brasília - As contas do Tesouro Nacional registraram um déficit primário de R$ 1,915 bilhão em junho, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira. No primeiro semestre, o superávit primário acumulado nas contas do Tesouro Nacional é de R$ 33,662 bilhão. As contas do INSS registraram déficit de R$ 6,266 bilhões em junho e de R$ 33,739 de janeiro a junho. Já as contas do Banco Central tiveram saldo negativo de R$ 23,9 milhões em junho e de R$ 521,5 milhões nos seis primeiros meses do ano.

De acordo com o relatório do Tesouro Nacional, divulgado nesta quinta-feira, as contas do governo central, que reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, foram negativas em R$ 8,205 bilhões em junho, o pior resultado desde o início da série histórica, em 1997. Com isso, o resultado primário do primeiro semestre foi deficitário em R$ 1,597 bilhão. No mesmo período do ano passado, o resultado primário acumulava superávit de R$ 17,355 bilhões. É a primeiro déficit registrado no primeiro semestre na série histórica. Em 12 meses, o governo central acumula déficit de R$ 38,6 bilhões - o equivalente a - 0,68% do PIB.

Dividendos

O caixa do governo federal recebeu um reforço extra de R$ 448,5 milhões em dividendos pagos pelas empresas estatais em junho. Esse resultado, no entanto, sofreu queda de 72,2% em relação a junho do ano passado. Desse total, R$ 421,4 milhões foram pagos pelo Banco do Brasil e R$ 27,1 milhões, por demais estatais. No primeiro semestre, as receitas com dividendos somaram R$ 3,420 bilhões, queda de 70,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já as receitas com concessões totalizaram R$ 71,9 milhões em junho e R$ 4,039 bilhões no semestre.

Investimentos totais

Nos seis primeiros meses sob o comando da nova equipe econômica, os investimentos do governo registram uma queda real de 36,2%. De acordo com dados do Tesouro, os investimentos pagos somaram R$ 27,796 bilhões. Desse total, R$ 23,420 bilhões são restos a pagar, ou seja, despesas de anos anteriores que foram transferidas para 2015. Em junho, as despesas com investimentos foram de R$ 4,165 bilhões, com queda de 29,8% sobre o mesmo mês de 2014.

Os investimentos com o Programa de Aceleração Econômica (PAC) somaram R$ 3,226 bilhões em junho e R$ 19,957 bilhões nos seis primeiros meses do ano. As despesas com o PAC subiram 7,2% em junho e caíram 36% no acumulado do ano.

Subsídios e subvenções

As despesas do governo federal com subsídios e subvenções econômicas somaram R$ 11,452 bilhões no primeiro semestre. De acordo com o relatório do Tesouro, houve um aumento real de 108,9% nesses gastos. No ano passado, o governo foi acusado de segurar o repasse de subsídios para fazer frente às dificuldades de caixa, uma das práticas que ficaram conhecidas como "pedalada fiscal".

Por outro lado, houve forte queda nos gastos com investimentos no primeiro semestre. Os recursos destinados ao programa "Minha Casa, Minha Vida" caíram 28,7% no período.


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