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Estado de Minas

Alcoa fecha unidade em Poços de Caldas, mas outras áreas são mantidas

Um ano após paralisar fundição, empresa decide desativar produção de alumínio primário


postado em 01/07/2015 06:00 / atualizado em 01/07/2015 07:29

Depois de um ano de paralisação, a Alcoa, companhia norte-americana de alumínio, anunciou ontem o fechamento permanente da linha de fundição em Poços de Caldas, no Sul de Minas. Em maio do ano passado, a empresa desligou 250 trabalhadores com a paralisação. A medida é atribuída às condições de mercado, que, segundo a companhia, não melhoraram de lá para cá. Não foram anunciadas novas demissões.

Apesar do fechamento, a Alcoa mantém em operação normal a mina, a refinaria, a fábrica de alumínio em pó e a casthouse. Trata-se da primeira unidade no Brasil, em funcionamento desde 1965, antiga Alcominas. O desligamento representa corte de 96 mil toneladas na produção total da empresa. Em outras unidades, a produção total é de 3,4 milhões de toneladas. Ou seja, a redução é de aproximadamente 2,7% da produção total. Além da fábrica mineira, a multinacional tem unidades produtivas em outros cinco estados. No ano passado, a unidade de São Luís, no Maranhão, também reduziu a produção, em 85 mil toneladas, para adequação de mercado.

“O fechamento da unidade de Poços de Caldas retira permanentemente uma unidade de alumínio primário de alto custo do sistema da Alcoa e é mais um passo na criação de uma atividade de metais primários mais lucrativa”, afirmou, em nota encaminhada ao mercado financeiro, o presidente de Produtos Primários Globais da Alcoa, Bob Wilt. Visando a redução de custo, a redução da produção se deu para a companhia negociar energia no mercado livre.

Com o fechamento, diz a empresa, a previsão é de registrar despesas relativas à reestruturação no segundo trimestre. O impacto estimado varia entre US$ 100 milhões e US$ 110 milhões, incluídos os impostos, ou US$ 0,08 a US$ 0,09 por ação.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Poços de Caldas, Ademir Angelini, a empresa não anunciou novas demissões além dos desligamentos do ano passado. A medida, no entanto, causa preocupação e incertezas sobre o futuro de empregados transferidos para outras linhas. Em todo o país, são mais de 5 mil funcionários. “Novas demissões podem ser feitas e vamos nos posicionar”, disse o sindicalista. A entidade acionou o Ministério Público do Trabalho para apurar outros cortes de vagas, mas ainda não teve resposta.

MERCADO EM BAIXA

O fechamento de uma unidade da Alcoa se dá meses depois de a Novelis encerrar as atividades em Ouro Preto. Em meio à crise energética, o alto de custo de produção inviabilizou a fabricação de alumínio primário, tendo a empresa priorizado a venda de energia para o mercado livre. Com isso, a empresa concentrou a operação na produção de chapas, folhas e reciclagem de alumínio. À época, os 358 funcionários foram demitidos. Na década de 1980, a companhia, líder mundial em laminados e reciclagem de alumínio, chegou ter 3 mil pessoas no quadro de funcionários.


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