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BH é celeiro de startups

Capital é é considerada uma referência na América Latina

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postado em 14/11/2014 06:00 / atualizado em 14/11/2014 07:39

Junia Oliveira /

Beto Magalhães/EM/D.A. Press
Um mercado que movimentou, somente este ano e em Belo Horizonte, mais de R$ 200 milhões e quer crescer ainda mais. Dezenas de startups, empresas com teor tecnológico e capacidade de crescimento rápido, se reuniram ontem na capital durante o Demoday Minas, uma feira para apresentação de projetos e potencialização de negócios. O evento, também espaço de relacionamento, contou com 60 empresas mineiras e de outros seis países, além de investidores nacionais e internacionais. Se há cerca de dois anos o modelo era predominante nos Estados Unidos, hoje, tem referência também no Brasil.

BH abriga hoje cerca de 200 startups e é considerada uma referência na América Latina. A cidade é, aliás, o berço do movimento no país, que começou em meados dos anos 2000, com a compra da Akwan, empresa de buscas criada por professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pela Google. “Começamos a dar passos importantes em BH e região metropolitana nesse cenário de tecnologia”, diz o CEO da Beved (plataforma de educação on line), Matt Montenegro.

E esse pontapé foi impulsionado pelo chamado San Pedro Valley, uma comunidade de startups de BH que começou com cinco empreendedores se encontrando num café do Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul, para discutir e pôr ideias em prática. Segundo Montenegro, um dos fundadores do grupo, BH tem algumas peculiaridades que acabam facilitando esse movimento. “É uma cidade relativamente pequena, em relação ao Rio de Janeiro e a São Paulo, mas é conhecida pelo seu fluxo interessante de negócios”, diz.

O fato de reunir também um leque de boas universidades é outro facilitador. Ele cita a UFMG, na parte de robótica e tecnologia, a PUC Minas, que mantém cursos tecnológicos em parceria com a Microsoft, o Ibmec como referência em negócios e Newton Paiva, UNI-BH, Fumec e Uemg na área de humanas. “Conseguimos juntar profissionais multidisciplinares e criar um bom time de negócios, que faz com que BH seja um celeiro de startups”, diz Matt Montenegro.

E os negócios parecem se consolidar a cada dia, com empresas criadas este ano, mas que já têm faturamento na casa dos R$ 4 milhões, e outras que têm valor de mercado estimado em mais de R$ 20 milhões. Um dos grandes incentivadores desse segmento são as aceleradoras, empresas que, literalmente, fazem as startups “acelerarem” e chegarem ao ponto de tração sem depender do cliente. Uma delas é o Programa Mineiro de Desenvolvimento de Ecossistema de Empreendedorismo e Startups (Seed), do governo do estado. Ele é responsável por aporte financeiro e recursos técnicos nas empresas que estão começando. Durante um período de seis meses, além de injetar R$ 80 mil no negócio, investe ainda no suporte e na capacitação. Umas das expectativas do setor, aliás, é que a partir do ano que vem o novo governo amplie e leve a ideia para o interior.

CAMINHO CERTO Um dos empreendedores que estão de vento em popa é Luiz Carvalho, CTO da mineira Tracksale, responsável por medir o nível de satisfação dos clientes de empresas de todo o país. A partir dos resultados, as companhias definem metas e mudam procedimentos. O pós-venda é rastreado por meio de mensagens de celular, no site da contratante ou até mesmo pelo e-mail do comprador. Um dos maiores clientes atualmente é a Eletrolux.
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