Funcionários da Caixa rejeitam proposta e greve continua

Ontem, bancários de instituições privadas e do BB deram fim à paralisação

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postado em 27/09/2012 10:29 / atualizado em 27/09/2012 11:17

Fernanda Borges

 Sidney Lopes/EM/D.A Press
Os funcionários da Caixa voltaram a rejeitar a proposta econômica apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira. Com isso, a greve permanece por tempo indeterminado e a estimativa do sindicato que representa a categoria é de que a maioria das agências da Caixa continuem de portas fechadas. Os trabalhadores voltam a se reunir amanhã (sexta), às 13h, às portas da Agência Século da Caixa, na Praça Sete.

Conforme o próprio Sindicato dos Bancários de BH e Região, a proposta rejeitada contempla PLR social de 4% do lucro líquido distribuído linearmente, contratação de mais 7 mil trabalhadores até 2013, melhoria nas condições de trabalho dos tesoureiros, a ampliação da concessão de bolsas de estudos, concessão de 6 horas por mês para estudar na Universidade Caixa dentro da jornada de trabalho e apresentação de estudo para critérios de descomissionamento até 31 de março de 2013.

Já os funcionários de instituições privadas e do Banco do Brasil resolveram dar fim à paralisação, em assembleias promovidas ontem. O movimento grevista terminou para alguns bancários com oito dias úteis de paralisação. No ano passado, a greve durou 18 dias.

Na terça, a federação elevou de 6% para 7,5% o reajuste dos salários dos trabalhadores, com aumento real de 2,02%.A proposta prevê também para os pisos salariais, cesta de alimentação e vale-refeição ajuste superior a 7,5%. O piso dos caixas passa de R$ 1,9 mil para R$ 2.056,89. O vale alimentação passa de R$ 339,08 para R$ 367,92. O vale-refeição foi corrigido de R$ 19,78 para R$ 21,46 por dia. Para a participação nos lucros e resultados (PLR), a fórmula é de 90% do salário acrescido de R$ 1.544,00, que corresponde a uma correção de 10% sobre o valor fixo anterior. A PLR adicional é de 2% do lucro líquido distribuído de forma linear entre todos os funcionários.

Os bancários pediam reajuste de 10,25%, com aumento real de 5%, uma PLR equivalente a três salários mais R$ 4.961,25 fixos, piso salarial de R$ 2.416,38, criação do 13º auxílio-refeição e aumento dos benefícios já existentes para R$ 622, fim da rotatividade e das metas abusivas e melhores condições de saúde e mais segurança nas agências. Para a presidente do sindicato, Eliana Brasil, o resultado das negociações foi positivo.

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