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Receita libera maior restituição da história, de R$ 2,6 bi

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postado em 10/07/2012 06:00 / atualizado em 10/07/2012 10:03

Vera Batista / , Marinella Castro

A Receita Federal liberou para consulta, a partir de hoje, o maior lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) da história da instituição. Serão R$ 2,6 bilhões – exercícios de 2012, 2011, 2010, 2009 e 2008 – que entrarão na conta de 2.465.087 contribuintes, no dia 16. Para saber se o nome está na lista, basta acessar a página da Receita (www.receita.fazenda.gov.br) ou ligar para o Receitafone, 146. Em apenas dois meses, o governo devolveu à sociedade R$ 5,1 bilhões, com a intenção de movimentar o mercado interno e fortalecer a economia contra os impactos da crise financeira internacional, na avaliação de Cesar Bergo, economista da Planer Corretora. “A equipe da presidente Dilma Rousseff já cortou juros, reduziu impostos e desestimulou as viagens internacionais. Tendo uma folguinha no orçamento, a tendência é o trabalhador realmente consumir”, disse. Especialistas em educação financeira, no entanto, discordam. Dizem que os brasileiros estão resistentes em gastar porque já entenderam que a restituição do IR deve ter outro destino: pagamento de dívidas.

Em primeiro lugar, é fundamental entender que a devolução do fisco não é dinheiro extra. “Foi descontado a mais do seu salário. É um tipo de empréstimo ao governo”, alertou Antônio De Julio, educador financeiro da MoneyFit. Se o consumidor está pendurado no cartão de crédito ou no cheque especial, a primeira providência, disse, deve ser livrar-se desses compromissos. Não estando mergulhado em dívidas, deve esperar alguns dias antes de gastar. “No mínimo três dias, para não cair na armadilha do efeito psicológico, conhecida em cassinos como house money effect (efeito do dinheiro que entra). Tem gente que ganha e devolve tudo para o cassino. Outros não jogam, mas não podem ver uma sobra que entram na compulsão de consumir”, assinalou De Julio. Para Fábio Cássio Moraes, diretor de Educação Financeira da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), depois de trocar as dívidas de curto prazo, mais caras (juros mais altos), por outras mais baratas, o contribuinte deve aproveitar a oportunidade para reservar uma parte para emergências ou projetos. “Pode aplicar em caderneta de poupança, fundos de investimento ou títulos públicos”, aconselhou Moraes. É o que vai fazer o analista de finanças Adalberto Ruggio. Ele normalmente usava a restituição para quitar dívidas, mas neste ano vai conseguir usar uma parte para investir. Sua primeira opção é a bolsa de valores.

O pagamento do segundo lote de restituição do IR se destina, segundo a Receita Federal, a todos os incluídos no Estatuto do Idoso, independentemente da data da entrega da declaração, e aos contribuintes que entregaram a declaração no decorrer de março. A restituição ficará disponível no banco por um ano. Quem não fizer o resgate no prazo deverá requerê-la por meio da internet ou diretamente ao e-CAC.

MAIS ACESSO É importante lembrar que, desde o mês passado, a Receita lançou aplicativo mobile para tablets e smartphones. A novidade se destina a equipamentos com sistema operacional Android e iOS (Apple iPhone). O primeiro aplicativo possui funcionalidades destinadas às pessoas físicas. Com ele será possível consultar, diretamente nas bases da Receita Federal, quatro serviços: Restituição IRPF (resultado da restituição das declarações entregues desde 1999); Consulta CPF (permite visualizar a situação cadastral na base da Receita Federal); Orientações sobre Restituição (resposta às principais perguntas sobre restituição do IR); e Avaliação (permite que o usuário colabore com a melhoria da ferramenta). O aplicativo, desenvolvido pelo Serpro, é gratuito e o download pode ser feito no Android Market (Google Play) ou na Apple Store.
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