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Consumo da Classe A não tem obstáculos

Frederico Bottrel

Publicação: 01/04/2012 07:19 Atualização: 01/04/2012 07:24

Rosália Nazareth comemora o crescimento 'reluzente' de 20% ao ano nos negócios com joias (Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)
Rosália Nazareth comemora o crescimento 'reluzente' de 20% ao ano nos negócios com joias
A barreira cultural que existe no Brasil com o que se define como luxo é questão enfrentada por esse mercado, quando se fala em ascensão à classe A. 'As pessoas querem fazer bons negócios. É interessante que esses produtos se apresentem mais como conceituais ou personalizados do que como algo que distancie os consumidores', acredita Isabela Horta, proprietária de seis lojas do Centro Ótico. O flerte dos óculos com o mundo da moda é o que justifca o curioso caso de lojas duplicadas em um mesmo centro de compras 'uma delas destinada ao público A e a outra menos sofisticada.

O Centro Ótico e o Optical Center são marcas presentes tanto no quarto piso do BH Shopping, onde o refinamento da arquitetura e a presença de marcas de luxo dão o tom, quanto em outros andares do empreendimento. 'Nossa linha aqui é mais esportiva, lá em baixo às vezes até se encontram produtos mais caros do que aqui', diz Leonardo Anthony, gerente do Optical. Para Cida Feitosa, gerente da loja Manoel Bernardes, no mesmo andar, o menor fluxo de passantes registrado no corredor não assusta, nem a palavra 'elitizado'.

Ela comemora o fato de o Brasil estar na mira de marcas que comercializa com exclusividade, como Cartier, Omega, Rolex ou Mont Blanc. De luvinha branca na mão, segurando um Balbon Bleu de R$ 24.860, Cida explica: 'Tratamos todos os clientes como AAA. Mas em alguns casos explicamos alguns detalhes das peças, que eles possam desconhecer. São coisas como esse relógio feito em aço e ouro, com brilhantes na numeração e pedra de safira na coroa (onde se acertam as horas)'.

Allyson Lessa com o chefe Felipe Rameh: sai menu degustação e entram pratos bem servidos (Marcos Michelin/EM/D.A Press)
Allyson Lessa com o chefe Felipe Rameh: sai menu degustação e entram pratos bem servidos
O tempo de maturação de expansões como a do quarto andar, feita há um ano e meio, segundo o superintendente do BH Shopping, Durleno Rezende, é de três Natais. O que ele define como 'proposta mais refinada' pode servir, na perspectiva do shopping, como indutor para os outros andares. 'A intenção é aproveitar esse crescimento para agregar cada vez mais. Todas as classes querem ascender', diz. Embora sete lojas já tenham sido fechadas no quarto andar, a avaliação é de que isso 'faz parte da movimentação geral de qualquer shopping. É uma oportunidade de troca de lojas e quem ganha com isso é o próprio cliente'. As próximas marcas a entender que o mercado classe A em Minas é um bom negócio são a Kiehls (comésticos) e a Nespresso (máquinas de café), com inaugurações previstas, no quarto do andar do centro de compras, para este mês e junho, respectivamente.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Paulo Barbosa
Por acaso em algum lugar do mundo esta classe tem problemas com consumo? Segundo um jornal paulistano, os ricos brasileiros, depois dos americanos e britânicos são os que mais procuram hospedar em hoteis de luxo, e o destino preferido é a Itália, mais precisamente a Ilha de Capri. | Denuncie |

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