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Rei da Espanha pede criação de empregos para combater a crise

AFP - Agence France-Presse

Publicação: 25/03/2012 10:41 Atualização:

O rei Juan Carlos esteve reunido com diretores das maiores empresas espanholas e lhes pediu para que façam um esforço extra para criar empregos, em um país onde 22,85% da população ativa está sem trabalho devido à crise, informou neste domingo a imprensa local.

"A situação é muito séria", afirmou o monarca, citado pelo jornal El País, durante uma reunião que teria sido realizada na terça-feira passada com executivos de 16 grandes grupos como Inditex, Telefónica, ACS e Santander. A informação também foi divulgada pelo El Mundo.

Procurada pela AFP, a assessoria do Rei confirmou que "o encontro aconteceu", mas não foram divulgados maiores detalhes.

Ambos os jornais ressaltaram a preocupação pelo agravamento da crise que tem demonstrado recentemente o Rei, que nos últimos meses voltou sua agenda para a economia. Na semana passada, Juan Carlos afirmou: "o desemprego juvenil me tira o sono".

Em busca de oportunidades de crescimento que permitam criar postos de trabalho, o monarca confirmou "a forte presença" de empresas espanholas "na América Latina e o potencial que representa um mercado de 500 milhões de habitantes", segundo El País.

Em queda livre desde o início da crise, no estouro da bolha imobiliária em 2008, o desemprego na Espanha alcançou 22,85% em 2011, recorde nos países desenvolvidos, e chegou a 48,6% para os menores de 25 anos.

O governo conservador de Mariano Rajoy, no poder desde dezembro, prevê que o desemprego continuará aumentando, para 24,3% em 2012, apesar das reformas empreendidas para fazer frente à crise, entre elas a do mercado de trabalho.

Para a semana que vem, estão previstos uma greve geral e a apresentação de orçamentos que deverão cortar mais de 30 bilhões de euros.

Após retroceder 0,3% do PIB no último trimestre de 2011, a economia espanhola deveria entrar neste trimestre em uma nova recessão, segundo previsões do governo, que calcula uma queda de 1,7% do PIB para 2012.

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