 | |
| Gerente da papelaria Port, Geraldo Melo diz que pela posição loja aproveita a volta do trabalho |
Quem circula pelas ruas e avenidas mais movimentadas de Belo Horizonte não imagina que a preferência por lojas localizadas do lado esquerdo ou direito pode ser determinante para a oscilação dos preços dos aluguéis de estabelecimentos comerciais da região. A discrepância no valor cobrado pelo metro quadrado pode chegar a 30%. Na mesma via, o custo de locação para o empresário varia de quarteirão para quarteirão, entre uma esquina e outra e até mesmo se o negócio está no sentido de saída do bairro com destino ao Centro da cidade ou contrário a ele.
Dono de duas lojas na Avenida Brasil, Ewerton Starling reconhece que a diferença de cobrança pesa nos negócios. “Na mesma altura da avenida tenho de um lado a Arquibancada, de material esportivo, e do outro a Lanches Mais, de alimentação. A diferença no valor do aluguel chega a 20%”, calcula. No comércio posicionado do lado direito de quem circula na Avenida Brasil no sentido da Praça da Liberdade, o metro quadrado custa R$ 80, enquanto no sentido do Bairro Santa Efigênia cai para cerca de R$ 65. “O dono do imóvel garante que de um lado passam mais pessoas, tem mais comércio e até um ponto de táxi, que ajudaria no movimento da loja”, afirma Ewerton.
Mas o fluxo de pedestres não é a única justificativa para a oscilação de preços. Segundo o diretor-presidente da imobiliária Lar Imóveis Luiz Antônio Rodrigues, nas principais ruas que dão acesso aos bairros, o lado direito de quem chega à região é sempre mais valorizado. “De manhã, quando as pessoas estão saindo para o trabalho, não vão parar para fazer supermercado ou ir à farmácia. Mas à tarde, quando retornam, estão mais propensas a parar”, observa. Não é por acaso que unidades comerciais instaladas do lado direito de quem entra no bairro ou até de quem entra na cidade chegam a pagar aluguel entre 25% e 30% superior àqueles que se posicionam no sentido oposto.
“No mesmo endereço uma loja pode pagar R$ 10 mil de um lado e, na mesma altura da rua ou da avenida, outro comércio pagar R$ 7,5 mil só por estar do outro lado”, explica Luiz Antônio. O fenômeno acontece em vias de grande importância da capital como a Avenida Mário Werneck, no Buritis, Cristiano Machado, na Região Leste, e Presidente Carlos Luz, mais conhecida como Catalão, na Região Noroeste.
Até na Avenida Afonso Pena, uma das mais importantes da cidade, a diferença é uma realidade enfrentada pelos comerciantes. Obregon Carvalho Júnior é proprietário de três unidades do Feira Shop na avenida e garante que o lado direito de quem sobe em direção ao Bairro Mangabeiras é mais valorizado. Tanto é que duas lojas foram montadas neste sentido e a outra no lado contrário. “O valor do imóvel comercial varia de acordo com uma série de coisas, entre elas, do fluxo de consumidores”, pondera.
Além de o comércio de bens de consumo da Afonso Pena ser mais concentrado do lado direito de quem deixa a rodoviária, o lado oposto conta com a presença do Parque Municipal, que interrompe o fluxo de quem pretende ir às compras. “Sem contar que tem muitos estabelecimentos voltados para serviços do lado de lá, como financeiras e operadoras de telefonia”, acrescenta Obregon.
Disputa Apesar da supervalorização que afeta um lado da rua em detrimento do outro, o proprietário da Adbens Imóveis, Carlos Frederico Castro, garante que a disputa pelo sentido de maior fluxo é grande. “Se tem loja vazia, aluga rapidamente, enquanto do outro a dificuldade de aluguel é maior. A própria demanda ajuda a fazer o preço praticado pelo mercado”, pondera.
Gerente de marketing da papelaria Port Geraldo Melo acrescenta: “As pessoas são naturalmente destras e têm uma certa predisposição a olhar para o lado direito da rua. Além disso, o que posso programar para fazer, programo para a volta do trabalho”, explica. Geraldo observa que a tendência não é regra em vários casos os dois lados são igualmente valorizados. Se não levado em conta na instalação da loja, o detalhe pode significar o fracasso do negócio, que pode estar posicionado a poucos metros do quarteirão em que estaria garantida sua prosperidade.
Esta matéria tem: (1) comentários
Autor: opiniao opiniao
A muiot tempo venho alertando o roubo que esta os alugueis em BH. Absurdos. O donos dos imoveis estap achando que os imoveis valem ouro..mas na verdade são imoveis mal conservados...alguem tyem que tomar uma providencia, senaum vai ser impossivel alugar em Bh do jeiot que esta. | Denuncie |