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Minas é o 2º mercado consumidor de cosméticos do país Indústria de produto para cuidado pessoal vendeu R$ 27,5 bi em 2010. Salões e cirurgias plásticas fazem parte do pacote

Frederico Bottrel

Marinella Castro -

Publicação: 21/08/2011 07:30 Atualização:

Luciana dos Reis vai abrir um salão em Resende Costa (MG) e garante: ''é um negócio que dá muito dinheiro'' (Gladyston Rodrigues/EM)
Luciana dos Reis vai abrir um salão em Resende Costa (MG) e garante: ''é um negócio que dá muito dinheiro''

O mercado brasileiro impulsionado pela Classe C em ascensão movimenta a bilionária indústria de cosméticos, perfumaria e higiene pessoal, esquentando também os serviços que vão desde salões de beleza a procedimentos cirúrgicos. No ano passado o setor, que cresce a um proporção de 10% ao ano, faturou R$ 27,5 bilhões. Depois de Estados Unidos e Japão, o Brasil é o terceiro maior consumidor mundial de cosméticos.

Com uma população de 10,7 milhões de pessoas na classe C, Minas Gerais é o segundo mercado consumidor de cosméticos e higiene pessoal do país, segundo dados da Associação da Indústria de Cosméticos (AICMG). “O poder de compra da população cresceu e impulsionou também o mercado de salões de beleza e profissionais como os esteticistas”, aponta Nivaldo Cardoso Lima, que é presidente da AIC no estado e também promotor da feira da beleza Professional Fair. Segundo ele, somente em Belo Horizonte são 4,5 mil salões registrados. Se contabilizados os estabelecimentos que ainda trabalham na informalidade, o número chega a 8 mil.

Há três anos os sócios Gustavo Caram e Kléber Kumaira abriram a primeira unidade da Dr. Laser, especializada em depilação, voltada para o público das classes A e B, no Bairro de Lourdes, na capital. Hoje, a rede conta com 10 lojas próprias e seis franquias em Minas e outros estados. Em BH, a Dr. Laser já se expandiu para Região Noroeste e Pampulha. e também já chegou a Betim. Com pagamento facilitado em até 10 vezes, o tratamento a laser está disponível para todas as classes sociais. “Acredito que a classe C represente entre 60% e 70% de nosso faturamento”, calcula Gustavo Caram.

A tendência se confirma também no interior do estado. Confortavelmente acomodada em uma poltrona de veludo cor-de-rosa em formato de sapato de salto alto – mobiliário do empreendimento –, a futura dona de salão de beleza Luciana Martiniano dos Reis não titubeia: “Salão é um negócio que dá muito dinheiro”. Luciana está disposta a investir alto para começar o negócio, e dá o sucesso como certo na cidade onde mora, Resende Costa, na Região Central do estado. Com o forte de serviços em escovas a R$ 25 e corte a R$ 20, a concorrência com os muitos salões que proliferam na pequena cidade de 10,8 mil habitantes não assusta a loira.

enquanto isso...
…se essa moda pega

De carona no crescimento das academias de ginástica, mercados adjacentes ganham corpo. Claudete de França Carvalho (foto, D), estilista e proprietária da confecção Yang Fitness, focada na moda academia para mulheres, conta que o poder aquisitivo da cliente não faz diferença na estratégia de manter o preço ao entregar o produto às distribuidoras, independentemente da região em que se encontrem. As lojinhas de academia, segundo a fabricante, registram lucros de 100%. “Curiosamente, nas regiões que têm foco na classe média, o lucro até ultrapassa essa marca”, conta. A peça mais cara da fábrica, o macacão de ginástica, sai por R$ 60. Clientes da classe média chegam a pagar até R$ 130 pela roupa.

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