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Reforma no Aeroporto de Confins vai testar paciência dos passageiros Diretor da empresa que deve executar expansão admite possibilidade de problemas com o terminal em operação

Daniel Camargos -

Publicação: 09/06/2011 06:00 Atualização: 09/06/2011 06:34

Diretor da empresa que deve executar expansão admite possibilidade de problemas com o terminal em operação (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Diretor da empresa que deve executar expansão admite possibilidade de problemas com o terminal em operação
Os passageiros que usam o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, terão que ter muita paciência durante as obras de ampliação e reforma do terminal 1 de passageiros. Quem admite a possibilidade de problemas é o diretor de engenharia e infraestrutura da Construtora Marquise, Renan Carvalho. A construtora é responsável por 90% da participação do consórcio apontado como vencedor para realizar as obras. “Mais do que engenharia vamos precisar de muita logística, além de uma relação muito boa com a Infraero”, prevê Carvalho.

As obras estão marcadas para começar em 21 de outubro e, de acordo com Carvalho, caso o consórcio seja homologado como vencedor, o prazo será cumprido. “Se não houver nenhum embaraço jurídico, será possível começar nesta data”, acredita o executivo. Sobre a possibilidade de não ser o vencedor, Carvalho entende ser apenas uma chance remota. O consórcio fez a proposta de R$ 222,59 milhões, o menor entre as oito concorrentes. O valor é 6,4% inferior à estimativa da Infraero, de R$ 237,8 milhões.

O grupo já executou obras em outros três aeroportos: Natal (RN), João Pessoa (PB) e Maceió (AL). “Confins é uma situação que chama a atenção, pois é o de maior porte e de maior densidade”, afirma Carvalho. O nó da questão é que enquanto o terminal 1 será reformado – com previsão de conclusão para 30 de dezembro de 2013 –, o módulo operacional provisório, já chamado de puxadinho, com capacidade para 4,8 milhões de passageiros/ano, ainda não tem projeto, nem foi licitado. Mesmo assim, a Infraero prevê a conclusão em novembro do ano que vem. Com isso, os passageiros terão que enfrentar as obras do terminal 1 durante mais de um ano, sem um substituto. Ressalta-se que o terminal, com capacidade para 5 milhões de passageiros/ano já está saturado e que, somente em 2010, passaram por lá 7,2 milhões de usuários. O puxadinho será construído entre o terminal de cargas e o hangar de operações da Gol.

Tanto a Marquise quanto a Normatel são empresas cearenses. A maior parte do investimento caberá à construtora, enquanto a Normatel ficará por conta das instalações eletromecânicas, especialidade da empresa. A Marquise, segundo Carvalho, tem faturamento médio de R$ 600 milhões ao ano. A principal obra executada pela empresa é o porto de Pecém, no Ceará, um contrato de R$ 380 milhões.

Controvérsia

A capacidade do terminal 1, aliás, é motivo de polêmica. Depois de muitos anos considerando a capacidade de 5 milhões de passageiros/ano, a Infraero afirma agora que a capacidade pode variar entre 6,78 milhões e 10,4 milhões de passageiros/ano. A mudança se deve a uma série de fatores, que consideram o fluxo nos horários de pico em diversos momentos do dia. Para o subsecretário de Investimentos Estratégicos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Luiz Anthonio Athayde, a capacidade do aeroporto sempre foi de 5 milhões de passageiros/ano. “O que mais o governo teme é que o puxadinho fique definitivo. É o contrário de todo o planejamento que temos para o aeroporto.

Na análise do professor da Fundação Dom Cabral, com pós-doutorado em transportes aeroportuários no Canadá, Hugo Ferreira Braga Tadeu, se a aviação brasileira crescer 12% ao ano, seria necessário que Confins duplicassee sua capacidade. Para Tadeu, o puxadinho é uma medida provisória, mas não resolve os problemas estruturais de Confins.

Esta matéria tem: (6) comentários

Autor: leonardo andrade
Se o "Módulo Operacional" for semelhante ao do Aeroporto JK em Brasília, fica bom e razoavelmente resolve o problema da Copa2014. O ideal, S.M.J., é que esse Módulo p/ 4,8 milhões/ano seja com uma estética arquitetônica arrojada, que tenha arte e que seja confortável e funcional. | Denuncie |

Autor: ricardo erbschwendner
Brasileiro não tem competência pra fazer uma obra boa e definitiva. Não sabe planejar o futuro. Vai dar em nada e alguns vão ganhar muito dinheiro nessa obra que, no final, ja vai nascer saturada. Vide Fernão Dias, etc. Alguns vão me xingar mas no final sabemos o que vai dar. | Denuncie |

Autor: leonardo andrade
Se o "Módulo Operacional" for igual ao do Aeroporto JK em Brasília, fica bom, bonito, confortável e resolve o problema com certa razoabilidade! | Denuncie |

Autor: antonio rubens
Ainda bem que a SARITUR não tem frota aérea. Pois ela já testa a paciência de seus passageiros há décadas nas estradas com seu serviço de duvidosa qualidade. | Denuncie |

Autor: Edilson Guimaraes
Esse "esticamento" do Terminal 1 é golpe baixo. É pra não fazer as obras necessárias e sobrar mais dinheiro para RJ eSP. Se a capacidade sempre foi avaliada em 5 milhões de passageios/ano, nos quase trinta anos do aeroporto, porque agora justamente agora, ele "esticou"? | Denuncie |

Autor: Bruno ..
Já que o puxadinho e os BRT'S são a realidade para os mineiros, poderiam pelo menos usar ônibus elétricos ou híbridos, seria menos pior... Pq não privatizam logo, pior que não conseguir fazer, é impedir que façam... é só para atrasar o desenvolvimento de minas.. | Denuncie |

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