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| O prédio comercial construído em 1935 ficou famoso por ser o mais imponente da cidade, com apenas 10 andares, e por abrigar inquilinos ilustres, como o presidente JK, em suas salas. A reforma do imóvel abandonado por décadas deve ter início antes do fim do ano |
Depois de 15 anos clamando por socorro, o primeiro arranha-céu de Belo Horizonte será restaurado para abrigar um hotel de 27 suítes. O Edifício Ibaté, cujo nome significa “o ponto mais alto” em tupi-guarani, foi erguido no estilo francês art déco, em 1935, na esquina da Rua São Paulo com Avenida Afonso Pena, no Centro da capital, para fim exclusivamente comercial. Seus 10 andares – uma loja no térreo e 36 salas nos pavimentos seguintes – viveram anos de glamour. Para ter ideia, as unidades eram alugadas por inquilinos ilustres, como o médico Juscelino Kubitschek (1902-1976), que, posteriormente, abandonou a ciência e entrou para a história como o presidente da República mais visionário do país. Mas em 1995 todas as salas foram desocupadas e o prédio conheceu o ostracismo.
“Alguns comerciantes deixaram de pagar o aluguel. Outros largaram o ponto”, justifica o espanhol Serafim Gonzales, que comprou o prédio na década de 1990, em sociedade com o irmão, Cesário. Eles só não adquiriram a loja do térreo, onde funciona uma sapataria e cujas portas se mantiveram abertas. O abandono dos demais pavimentos atraiu vândalos, que quebraram vidraças e picharam a fachada projetada pelo arquiteto Ângelo Murgel, o mesmo que desenhou outras famosas construções, entre elas o Cine Brasil (1931). Diante da falta de reformas, peças de cerâmicas também se desprenderam da parede externa do imóvel.
A atual situação do Ibaté contrasta com sua importância para a capital: o prédio representa o início da verticalização da cidade planejada pelo engenheiro Aarão Reis (1853-1936). Até o fim do ano, porém, os irmãos espanhóis, que também são donos de uma rede de lanchonete em Belo Horizonte, pretendem começar a reforma. A dupla não revela o aporte que será feito no empreendimento, mas Serafim garante que será “um hotel de alto gabarito”. “As 36 salas não poderão ser transformadas em igual número de quartos em razão de precisarmos de espaço para o escritório, a lavanderia, o restaurante. Teremos 27 unidades”, diz.
Ele pretende inaugurar o hotel antes da Copa do Mundo de 2014, quando a cidade receberá milhares de turistas. Os irmãos estão finalizando o projeto que será apresentado à prefeitura. O novo uso do Ibaté depende do aval do poder público municipal, pois o prédio é tombado pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município desde 1994. Imóveis que ostentam o título precisam da autorização expressa do poder público para qualquer reforma, devendo manter a fachada original.
“Já iniciamos a conversa com a prefeitura. Assim que a autorização for concedida, iniciaremos a obra. Faremos um hotel de alto gabarito”, planeja Serafim. Ele e Cesário ainda não acordaram qual será o nome do hotel, mas, para o primeiro, há grande possibilidade de o empreendimento ser batizado como Ibaté, em homenagem ao próprio arranha-céu. “Poderemos manter o nome…”
História Os irmãos compraram o prédio, em 1995, de Oswaldo Villa Bella Meirelles. Este, por sua vez, o recebeu de herança poucos anos antes. “Meu pai o adquiriu, em 1944, por 2,4 mil contos de réis, da viúva do empresário que o construiu, chamado Alvimar Carneiro de Resende. Lembro-me dos bons tempos do Ibaté,
que tinha inquilinos importantes. O principal, claro, era JK. O prédio, por ser o primeiro arranha-céu, tinha um atrativo importante: o terraço, que proporcionava uma bela vista da cidade. Era um cartão-postal”, recorda, com saudosismo, seu Oswaldo.
Ele torce para que o prédio de 10 andares seja restaurado e reviva os anos dourados. “O Ibaté representa uma página importante da história de Belo Horizonte. E precisa ser mantida.” O Ibaté reinou como o arranha-céu mais alto de BH até a década de 1940, quando foram erguidas construções maiores, como os edifícios Acaiaca (1943) e Sulacap/Sulamérica (1946), ambos na Avenida Afonso Pena. Mas a perda do reinado não prejudica sua importância.
“O Edifício Ibaté rompeu com paradigmas vigentes da época, como a cidade horizontal, acanhada. Trouxe a cara do novo, do moderno. Veio com uma afeição art déco”, explica o restaurador Carlos Henrique Bicalho, da Secretaria Municipal de Cultura da capital.
Esta matéria tem: (6) comentários
Autor: José Afonso Candido
Que dureza! Antes de criticarem, prestem atenção ao que estão lendo. Como o Gustavo escreveu, a materia sobre o leilão é uma citação ao ocorrido em 2006, o que está bem claro. Tanto que a coluna chama-se "Saiba Mais". Quanta critica sem sentido! | Denuncie |
Autor: francisco assis
E agora Paulo? Esta Gramaldi vai pegarno seu pé, e com razão. Pior: ela parece sogra viuva, azar o seu... | Denuncie |
Autor: Gustavo Duffles
A outra matéria falando sobre a venda é só um resgate histórico do prédio. É só ler na matéria a data da última tentativa de venda: 2006. | Denuncie |
Autor: Luciana Grimaldi
Paulo H Lobato: vc publicou este artigo falando da restauracao do Ed.Ibate' e logo depois publicou outro dizendo q o predio nao foi vendido no leilao? Afinal de contas: o predio sera' restaurado ou esta' sendo vendido?... Seu pai e editor deste caderno, o Pedro Lobato, nao vai gostar desse seu fora! | Denuncie |
Autor: Luciana Grimaldi
Paulo Henrique Lobato: vc veicula esta materia falando da restauracao do Ed.Ibate' e 2 mins depois publica outra dizendo q o predio nao foi vendido no leilao?.. Afinal, o predio esta' sendo restaurado ou vendido?.. acho q seu pai e editor deste caderno, o Pedro Lobato, vai te dar umas palmadas hoje! | Denuncie |
Autor: Luciana Grimaldi
Este artigo fala da restauracao do Ed.Ibate' e 2 minutos depois, o EM veicula outra materia entitulada 'Predio nao Conseguiu Compradores'... afinal, o predio esta' sendo vendido ou restaurado? | Denuncie |