O otimismo marcou a abertura do Minas Trend Preview, salão de negócios de moda organizado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais Fiemg no Alphaville Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima, na grande BH. Em cartaz até o próximo sábado, o evento apresenta coleções para o outono/inverno’2011 e chega à sétima edição com a participação de 166 grifes de vestuário, calçados e acessórios.
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| Desfile Victor Dzenk no Minas Trend Preview, no condomínio Alphaville Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima |
Além dos negócios, a agenda prevê a realização de palestras e desfiles de 21 marcas, sendo sete de fora do estado. Entre as mineiras, Áurea Prates e Blue Banana estrearam nas passarelas ontem. Hoje, desfilam os veteranos Apartamento 03, Chou Chou, Patachou e Victor Dzenk, além de Celso Afonso, Última Hora, Cláudia Arbex e Samuel Cirnansck, de São Paulo.
A expectativa, no entanto, não gira apenas em torno do show fashion: expositores de vestuário, calçados e acessórios esperam vender de 30% a 40% a mais que a última edição, evento que antecipou a primavera-verão 2010’2011.
Na grife Bárbara Bela, especialista na produção de roupas de festa, o salão de negócios mineiro é responsável por uma média de 30% das vendas anuais. “Aqui fazemos negócios com compradores de todos os estados brasileiros. E isso porque cerca de 40%dos nossos clientes compram aqui”, revelou Georgiana Mascarenhas, uma das sócias da marca que tem 36 anos de mercado. O preço médio das peças da grife é R 900 no atacado e de 2mil no varejo, mas não assusta o consumidor que busca bordados diferenciados. “Esperamos um volume de vendas 20% maior que no último MTP.”
Também Luiz Stangherlin, sócio proprietário das marcas Chou Chou e Patachou, espera fermento extra nos negócios. Para atrair mais compradores, aposta nas pesquisas de matéria-prima, em peças de qualidade e no conforto. “Como a Chou Chou é uma marca nova, com apenas um ano de existência, esperamos vender 50% a mais que na última edição. Para a Patachou, já consolidada, nossa expectativa supera os 30%.”
Novas no pedaço, as grifes Adô, de bolsas e acessórios, e Virgínia Barros, de calçados, procuraram o sindicato da categoria para participar da feira em estande coletivo, o que reduz o valor do investimento para um terço ou pouco mais de 2 mil reais. Fernanda Dubal, da Adô, espera conquistar também clientes de fora. “Temos capacidade de produção e esperamos aumentar nossas vendas em pelo menos 30%.” Já para Virgínia, o que vier representará lucro. “Tenho duas lojas próprias em BH, mas com a participação na feira espero que todo o Brasil conheça meu produto, que é muito autoral.”
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