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Eventos como o Festival Fartura seduzem público de olho em novas experiências de consumo

Oferta é rica em diversidade e qualidade e segue linha que une gastronomia e entretenimento

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postado em 27/09/2015 06:00 / atualizado em 23/09/2015 10:46

Laura Valente /Estado de Minas



Todo mundo está convidado, e a graça vem justamente daí: reunir a turma, a família e as crianças em torno da boa comida, bebida, de atividades culturais e até mesmo educativas. O público belo-horizontino, aliás, está mais interessado em gastronomia que nunca, e muito desse apetite encontra satisfação em iniciativas como o Festival Fartura (em cartaz na cidade nos dias 3 e 4 de outubro, na Praça José Mendes Júnior, Funcionários – em frente à Casa Fiat de Cultura, próxima ao Complexo Cultural Praça da Liberdade).

Produzido pela mesma equipe que organiza o Festival Gastronomia e Cultura de Tiradentes (capitaneado pelo empresário Rodrigo Ferraz), o evento, em terceira edição, traz para a cidade parte do resultado do Expedição Gastronômica, projeto que percorre todo o país em busca de ingredientes, chefs, pequenos produtores e demais atores que movimentam o setor. Ou seja, traz oferta ampla e rica em diversidade e qualidade, seja em lanches, pratos individuais, porções para compartilhar ou produtos para levar para casa. Desta vez, contempla regiões que vão de norte ao sul do Brasil, com convidados de Manaus (Amazonas), Cuiabá (Mato Grosso), Fortaleza (Ceará), João Pessoa (Paraíba), Curitiba (Paraná), entre outros estados.

“No Fartura, buscamos produtos relacionados à gastronomia que são referências nacionais. Chegamos a eles por meio de pesquisas do projeto Expedição, que vem sendo realizado ao longo dos últimos quatro anos e já percorreu 22 estados brasileiros. Desde então, temos organizado o conteúdo em livros, documentários, palestras. Com o Fartura escolhemos a rua, que é o espaço mais democrático do mundo, para apresentar essa cultura alimentar para o público da forma mais direta possível”, explica Alexandre Minardi, coordenador de produção do projeto.

Atrações culturais e culinárias

Em formato semelhante ao de eventos já bem conhecidos do público belo-horizontino – a exemplo das temáticas festas italiana, portuguesa e francesa que anualmente tomam praças e ruas da cidade – , o Festival Fartura também conta com a produção de receitas para consumo imediato e tem como diferencial a oferta de produtos regionais, com origem diversa, além de atrações educativas e didáticas. “Nesta edição, o público poderá conhecer o brigadeiro de açaí da Ilha do Combu (Belém do Pará), o churrasco de cordeiro (o animal inteiro é assado em fogo de chão) e a empada de queijo de Barroso (município do Campo das Vertentes), entre outros produtos e receitas preparados pelos chefs. Os valores variam de R$ 5 a R$ 25 ”, avisa Minardi.
Fartura/divulgação

Ao todo, entre convidados e locais, cerca de 70 chefs de cozinha participam do festival, que prevê ainda a apresentação de 32 atrações artísticas entre shows musicais, Djs e espetáculos de artes cênicas. A área da praça contará com cenografia especial e será dividida em setores, incluindo quatro espaços educacionais onde haverá palestras e atividades relacionadas à culinária como o chef ao vivo. Também está prevista uma área de lazer para crianças (espaços kids). Vale ressaltar que o projeto tem cunho social, com renda revertida para o Servas. O custo do ingresso é R$ 15 (apenas cartão de débito ou crédito) ou a doação de 7kg de alimentos não perecíveis. “Estão entre nossos objetivos incentivar o intercâmbio entre chefs locais e de outras cidades e regiões, apresentar para o público a diversidade da gastronomia brasileira, promover a troca de experiências e a celebração, claro. Mesmo porque, a gastronomia, a oferta de comida e bebida boa e justa, aproxima as pessoas. Todos são bem-vindos”, convida Minardi.

Atento, exigente e apaixonado


Eventos e festivais que envolvem a gastronomia são sucesso de público e crítica. Promover eventos em torno de comida e bebida não é um privilégio do homem contemporâneo. Tanto que nem mesmo a história dá conta de dizer a data exata das primeiras feiras gastronômicas do mundo. Os registros mais antigos vêm do Médio Oriente, em 500 antes de Cristo (A.C.) . Já na Idade Média as feiras aparecem relacionadas com os dias santos ou festividades religiosas. Em tempos atuais, no entanto, eles estão intrínsicamente relacionados ao ingrediente em si, a exemplo dos famosos festivais realizados em Minas Gerais: do milho, do pastel de angu, da tilápia, do biscoito, da jabuticaba, e por aí vai. Em período mais recente ainda, muitos destes festivais têm adquirido mote gourmet ou ocorrido a partir da reunião de pessoas interessadas em um mesmo nicho: a cerveja artesanal, por exemplo.

Que o diga o empresário Bruno Lins, idealizador da Experimente, feira que reúne mensalmente dezenas de cervejarias artesanais na Praça dos Quatro Elementos, no Bairro Jardim Canadá (Nova Lima). “Já trabalhava neste mercado há mais de uma década e, no ano passado, com a ascensão das cervejaris de BH e região, percebi a necessidade de formar um mercado consumidor. O principal próposito da Experimente é justamente fomentar esse mercado, levando ao público diversidade e qualidade, promovendo o contato direto entre produtor e consumidor, além de preço melhor e uma experiência enriquecedora”, registra. O evento, realizado no segundo sábado do mês, já conta com centenas de frequentadores e não para de crescer.

O gastrônomo Eduardo Maya, idealizador do Comida de Boteco (já comercializado para outro grupo) e do festival Aproxima (também parceiro do Fartura), lembra que eventos de qualidade oferecem ao consumidor uma experiência única e ampla, com repercussão direta na formação e no aumento do repertório cultural do indivíduo. Além disso, ele ressalta que festivais gastronômicos costumam estar pautados em vantagens de custo/ benefício para o consumidor (o que blinda o orçamento de um gourmand em tempos bicudos para a economia). “Na Aproxima, reunimos produtores de todo o estado com o objetivo de proporcionar o comer bem por um preço justo. Então, além de promover o contato direto entre o público, os chefs e cozinheiros, e os produtores em torno da troca de experiências, receitas e outras, o preço é mais em conta do que o praticado em um comércio comum”, avisa. Vai conferir? A próxima edição está agendada para o segundo fim de semana de outubro, na região da Pampulha. A agenda completa pode ser acessada no site www.projetoaproxima.com.br.
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