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Antigos mercados de BH surfam na onda gourmet e espantam crise com criatividade

Referência para moradores e turistas, Mercado Central tem investido cada vez mais em ações para promover produtos do estado

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postado em 27/09/2015 06:00 / atualizado em 23/09/2015 10:06

Celina Aquino /

Alexandre Guznashe/d. a press

Dos mais simples aos mais exóticos. Dos que enfeitam aos que perfumam a comida. Dos que veem de longe aos que estão próximos. Difícil saber qual ingrediente da culinária mineira não está à venda no Mercado Central de Belo Horizonte. Referência para moradores e turistas, o estabelecimento tem investido cada vez mais em ações para promover produtos do estado. No ano dedicado à gastronomia, diversas atividades estão programadas para quem cria receitas ou simplesmente aprecia boa comida.

“Aproveitamos que a gastronomia está em alta para trabalhar o tema no mercado. É uma maneira de despertar a curiosidade das pessoas e alavancar o comércio”, esclarece o superintendente do Mercado Central, Luiz Carlos Braga.

Uma das ações previstas é um reality show de gastronomia, que poderá ser acompanhado ao vivo pelos clientes, em seis episódios. Quatro escolas de BH farão a seleção de seus representantes para participar do projeto inédito O melhor do mercado – Uma batalha de chefs. Os concorrentes terão que correr contra o relógio para comprar os ingredientes exigidos e preparar um prato, que será avaliado pelos juris popular e técnico, formado por chefs renomados. O vencedor ganhará prêmio em dinheiro e curso no Centro Culinário Eduardo Maya. Depois, o conteúdo deverá ser veiculado na internet.

Outra novidade, no ano da gastronomia, é o concurso para eleger o melhor fígado acebolado do Mercado Central. “Quase todos os bares fazem, mas cada um tem um tempero diferente. Queremos que os clientes escolham qual é o mais gostoso”, diz Braga. Cartelas serão distribuídas para a votação.

Até o fim do ano, o espaço continua a receber a Feira Gastronômica Mercado Central – Aproxima em toda terceira sexta-feira do mês. Braga conta, orgulhoso, que tem reunido uma média de 2,6 mil pessoas no estacionamento para saborear o melhor da comida mineira. Os ingressos são trocados por três litros de leite, que a cada vez são doados para uma instituição diferente.

AULAS GRATUITAS

Em parceira com a Nestlé, o Mercado Central abriga há cinco anos uma cozinha-escola, que oferece cursos gratuitos às quartas, quintas e sábados. A cada aula, 30 alunos acompanham o preparo de um prato doce ou salgado, degustam e recebem a receita impressa.

O Mercado Central é o único mercado privado da América do Sul, já que todos os outros são administrados por prefeituras. Queijo, goiabada cascão e doce de leite estão entre os produtos mais vendidos. Sempre que surge uma oportunidade, a diretoria leva a gastronomia mineira para outros estados. A ideia agora é ampliar as fronteiras. Recentemente, Braga visitou a feira Mistura, realizada todo ano em Lima, capital do Peru. Em abril do ano que vem, ele seguirá para o festival Peixe em Lisboa, um dos maiores eventos de cozinha do mar do mundo para organizar, em 2017, um intercâmbio de produtos entre o Mercado da Ribeira e o mercado de BH.
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Virginia
Virginia - 27 de Setembro às 15:38
Deveria mudar o título para "Mercado Central surfam na ...! Não falaram de outro mercado a não ser o central!!!!!